Carlo Ginzburg

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Carlo Ginzburg nasceu em 1939 em Turim, na Itália. Filho de intelectuais antifascistas, conviveu desde cedo com a Europa estilhaçada pela Segunda Guerra Mundial. Seu pai, o professor e tradutor de origem ucraniana Leone Ginzburg, foi preso e torturado em razão da militância política e raízes judias, falecendo no presídio Regina Coeli em 1944. A mãe do historiador, a siciliana Natalia Ginzburg, integrou o Partido Comunista, foi ativista política e deputada. Romancista notável, obteve grande reconhecimento em seu país e no exterior, e ajudou a escrever a história da literatura moderna italiana.

Carlo Ginzburg é doutor em literatura e filosofia pela Scuola Normale Superiore de Pisa. Foi professor nas universidades de Roma e Bolonha, na Itália, e da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 2006, retornou às origens acadêmicas, ocupando a cadeira de História Cultural Europeia em Pisa. Pesquisador incansável, é hoje um dos grandes nomes da micro-história – gênero historiográfico que parte do método de redução da escala e, graças à vasta pesquisa documental, penetra as camadas mais profundas do cotidiano, com base em personagens que marcaram época.

Suas obras já foram traduzidas para inglês, alemão, espanhol, francês e português – no Brasil, seu livro mais conhecido é O queijo e os vermes: O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição (1976). É membro de diversas instituições, como a American Academy of Arts and Sciences e a British Academy.

Obras de Referência