Millôr Fernandes
Por um erro do escrivão, Millôr Fernandes é o que ficou registrado na carteira de identidade, bem como a data de seu nascimento, firmada como 16 de agosto de 1924, mas pode ser Milton Fernandes, nascido em 27 de maio de 1923. Estreia na revista O Cruzeiro em 1944, como jornalista, onde viria a produzir a coluna de charges O Pif-Paf, que se tornaria uma publicação em 1964. Entre suas façanhas, foi vice-campeão de pesca ao atum na Nova Escócia, em 1953, e criador do frescobol em Ipanema, em 1958. Mas o prêmio mais importante foi o primeiro lugar na Exposição Internacional do Museu da Caricatura, em Buenos Aires, empatado com Saul Steinberg, em 1955. Com humor ácido, não perdoou a ditadura militar. E nem ela a ele, censurando diversas de suas peças, como Liberdade, liberdade, Este mundo é meu, e jornais e revistas onde trabalhava, como a revista O Pasquim, ao lado de Ziraldo, Henfil, Jaguar e Paulo Francis. Escreveu peças, adaptações, poemas, haicais, roteiros para cinema, bilhetes de botequim, livros e também foi apresentador de TV, no programa Jornal de Vanguarda, da Record.
Obras de Referência