Mário de Andrade
Mário Raul de Moraes Andrade nasceu em 9 de outubro de 1893, na cidade de São Paulo. Entre 1905 e 1909 torna-se bacharel em Ciências e Letras pelo Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas. Em 1911, entra para o Conservatório Dramático e Musical, onde a partir de 1913 passa à condição de professor de piano e de história da música. Em 1917, publica com o pseudônimo de Mário Sobral, Há uma gota de sangue em cada poema. No mesmo ano, por conta da exposição de pintura de Anita Malfatti, entra em contato com figuras do futuro grupo modernista, entre elas, Oswald de Andrade.
Com Pauliceia desvairada (1922), além de introduzir o verso livre, Mário abre caminho para a incorporação de procedimentos poéticos da vanguarda. A despeito do caráter polêmico, o livro realiza a melhor síntese de uma nova configuração da cidade e da polifonia da vida moderna. Passadas as turbulências da Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, Mário se firmará como uma das consciências críticas do movimento modernista. Em 1928, publicará Macunaíma que, ao lado de Pau-Brasil (1925) de Oswald de Andrade e Cobra Norato (1931) de Raul Bopp, será uma das obras-primas da fase primitivista e heroica do modernismo.
A partir de 1930, todo o seu esforço para compreender o país resultará na intensa militância à frente do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1935-1938). Desiludido com os novos rumos políticos, muda-se para o Rio de Janeiro (1938-1941), onde será catedrático de Filosofia e História da Arte na Universidade do Distrito Federal e consultor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Em 1941, retorna definitivamente a São Paulo. No ano seguinte faz um duro balanço sobre o movimento modernista. Morre em sua casa, na rua Lopes Chaves, no dia 25 de fevereiro de 1945. No livro póstumo, Lira paulistana, o poeta alcança sua dicção mais madura e límpida. De lá para cá, sua obra tornou-se central para a cultura brasileira.
Obras de Referência