Francis Alÿs

  • Roberto Rubalcava
  • Francis Alÿs
Francis Alÿs (Antuérpia, Bélgica, 1959) estudou engenharia no Institut d’Architecture de Tournai, Bélgica, e história da arquitetura no Istituto Universitario di Architettura di Venezia, Itália. Em 1986, mudou-se para a Cidade do México, onde mora e trabalha desde então.

Em 1990, passou da arquitetura para as artes visuais. Desde o começo, passeios e percursos urbanos ocuparam um papel central em sua atividade, como em The Collector [O coletor] (1991-92), em que saiu pelas ruas do México puxando como cachorrinho um brinquedo feito de imãs, até ficar totalmente coberto por fragmentos de metal. Outros exemplos são Narcotourism [Narcoturismo] (1996), em que Alÿs andou sete dias pelas ruas de Copenhague, cada dia sob os efeitos de uma droga diferente, e Paradox of Praxis 1 (Sometimes Doing Something Leads to Nothing) [Paradoxo da Práxis 1 (Às vezes fazer algo leva a nada)] (1997), onde ele empurrou um bloco de gelo até derreter completamente.

Em 2002, Alÿs organizou The Modern Procession [A procissão moderna] para o Museum of Modern Art (MoMA) em Nova York. Como numa procissão católica tradicional, 150 voluntários carregaram em palanquins uma seleção de obras-primas do MoMA de Manhattan até o Queens, acompanhados por cavalos e uma banda peruana. No mesmo ano, com Rafael Ortega e Cuauhtémoc Medina, ele produziu When Faith Moves Mountains [Quando a fé move montanhas], que se realizou na periferia de Lima, Peru. Para este projeto, quinhentos voluntários deslocaram em alguns centímetros uma duna de areia com 500 metros de comprimento.

Entre as exposições de Alÿs estão a 5ª Bienal de Havana, Cuba (1994); Walks/ Paseos, Museo de Arte Moderno, Cidade do México (1997); Obra pictórica, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (2003); A pie desde el estudio, Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona (2005); The Green Line, Israel Museum, Jerusalém (2005); Seven Walks, em colaboração com Artangel, Londres (2005); Politics of Rehearsal, Hammer Museum, Los Angeles (2007); 49ª e 52ª Bienais de Veneza (2001 e 2007), Itália; Fabiola, Dia Art Foundation, Nova York, LACMA, Los Angeles, e National Portrait Gallery, Londres (2007-09); 8ª Bienal do Panamá, Panamá (2008); Bienal de Sydney, Austrália (2008); 7ª Bienal de Gwangju, Coreia do Sul (2008); A Story of Deception, Tate Modern, Londres, wiels, Bélgica, MoMA, Nova York (2010-11); Bienal de São Paulo (2010).

Obras de Referência