Vilém Flusser
Nasceu em 1920, na cidade de Praga, em uma família de intelectuais judeus. Passou a infância na Tchecoslováquia - na época, um dos centros europeus de vanguarda nas áreas da indústria, da arte, da arquitetura e do design. Após a invasão alemã de Praga em 1939, fugiu para a Inglaterra, graças à ajuda de Edith Barth, sua colega da faculdade de filosofia, com quem se casaria depois.
No final de 1940, Flusser emigrou para o Brasil junto com a família Barth. Depois de um ano no Rio de Janeiro, mudaram-se para São Paulo. Flusser começou a trabalhar como diretor de uma fábrica de transformadores. Autodidata, aprendeu o português, estudou filosofia e passou a escrever. Seu primeiro texto sobre filosofia da linguagem foi publicado no Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo em 1957.
Entre 1958 e 1959, abandonou as atividades empresariais e engajou-se na comunidade filosófica brasileira, por meio do Instituto Brasileiro de Filosofia.
Lecionou Filosofia da Ciência na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e foi um dos fundadores do curso de Comunicação Social da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Em 1963, publicou seu primeiro livro, Língua e realidade, e, em 1964, tornou-se coeditor da Revista Brasileira de Filosofia.
Em 1972, retornou à Europa e acabou se estabelecendo em Robion, na França, onde permaneceu até a sua morte. Entre 1970 e 1980, escreveu para as principais revistas norte-americanas, francesas e alemãs sobre arte, cultura e fotografia. Em 1981, seu livro Filosofia da caixa preta foi traduzido para o alemão e aclamado pela crítica - desde então, foram feitas versões para oito línguas.
Vilém Flusser morreu em 1991, num acidente de automóvel próximo a Praga, após ter visitado a cidade depois de cinquenta anos distante.
Obras de Referência