Roger Fry

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Roger Fry (1866-1934) é um dos maiores críticos de arte do século XX. Integrante de uma família Quaker, educado para ser cientista, apaixonou-se por arte ainda na universidade, em Cambridge, o que muito desagradou a seus pais. Deu início a sua carreira como crítico, professor e pintor, ligado ao grupo de Bloomsbury, do qual também faziam parte os pintores Duncan Grant e Vanessa Bell, além de escritores, intelectuais e poetas.

Em 1891, fez uma viagem à França e à Itália, para estudar pintura. O primeiro livro lançado por Fry, em 1899, centrou-se na obra do pintor veneziano Giovanni Bellini. Em 1906, estabeleceu estreito e decisivo contato com o pintor francês Paul Cézanne. Em seguida, além de Cézanne, publicou artigos sobre Gauguin, Matisse e Van Gogh, formulando influentes ideias sobre arte moderna, estética e design.

Entre 1905 e 1910, foi consultor do Metropolitan de Nova York para obras de arte renascentistas. Espécie de curador pioneiro, quando esta designação estava muito longe de ser criada, organizou nas Grafton Galleries de Londres, em 1910, uma exposição que entraria para a história: Manet e os pós-impressionistas introduziu ao público britânico o trabalho de Cézanne, Van Gogh, Gauguin, Matisse e Picasso, entre outros.

Em 1912, montou em Londres as famosas Oficinas Ômega, cujos móveis, objetos e utilitários influenciaram o design inglês e americano da época. Fry convidava artistas para que contribuíssem com projetos para cadeiras, mesas, bandejas, tapetes e cerâmicas, em troca de uma renda pequena, porém regular, a fim de que esses artistas pudessem criar livremente, sem pressões financeiras.

Sua morte, em 1934, aos 68 anos, foi considerada pelo escritor inglês Edward Morgan Forster, integrante destacado do Bloomsbury Group, “uma perda para a civilização”. Em 1940, a escritora Virginia Woolf publicou a biografia de Roger Fry.

Obras de Referência