Henri Matisse

  • Henri Matisse
Nasce em Cateau-Cambrésis, no extremo norte da França, em 1869. Filho de comerciante, passa a infância em Bohain e faz o liceu em Saint-Quentin, ambas cidades na região da Picardia. Estuda direito em Paris para atender ao desejo dos pais. Contudo, frequentando o Louvre e exposições de arte, passa a se interessar pela pintura. No início da década de 1890, inscreve-se na Academia Julian e depois na Escola de Belas-Artes, no ateliê de Gustave Moreau.

Em 1899, após uma temporada em Londres e uma viagem ao sul da França, volta a Paris, onde adquire, do marchand e galerista Ambroise Vollard, o quadro Três banhistas, de Paul Cézanne - obra que lhe pertenceu por 37 anos e sobre a qual declarou: “[Ela] me deu apoio moral em momentos críticos de minha aventura como artista”.

Em 1902, já casado com Amélie Parayre e pai de dois filhos, Matisse retorna a Bohain - o casal passava por dificuldades financeiras na capital francesa. Dois anos depois, acontece a primeira exposição individual do artista na galeria de Ambroise Vollard.

Novamente em Paris, onde aluga um ateliê na rua de Sèvres, exibe quadros no Salão de Outono de 1905, na mesma sala de Derain, Friesz, Manguin, Marquet, Puy, Rouault, Valtat e Vlaminck. As características das obras desse grupo de artistas - sobretudo as cores, que se tornaram “cargas de dinamite”, nas palavras de Derain ? levaram o crítico Louis Vauxcelles a chamá-los les fauves (as feras). Daí se origina o nome fauvismo dado à escola que teve Matisse como um dos seus maiores expoentes.

Na década de 1910, sua obra sofre a influência da luz e dos temas marroquinos após uma viagem a Tânger. E, no final da mesma década, estabelece-se em Nice, onde reencontra a mesma luz e o mesmo mar do Marrocos. Lá, permanecerá até o fim da vida.

Em 1914, sua carreira é interrompida pela guerra e sua exposição em curso em Berlim é suspensa. A partir daí, suas pinturas foram se afastando da representação realista rumo a uma simplificação e a uma sensualidade da forma e da cor. Desejando fazer uma síntese, aparentemente conflituosa, entre as linhas sinuosas de seus desenhos e as cores de suas pinturas, que passaram a ser aplicadas em vastas áreas quase chapadas, Matisse chega à solução genial, no final da década de 1930, quando começa literalmente a “recortar na cor”. Folhas de papel pintadas a guache são recortadas e em seguida coladas no papel ou na tela.

Logo chega a Segunda Guerra Mundial, mais um período de atribulações, sobretudo por causa da prisão de sua esposa, acusada de fazer parte da Resistência Francesa.

Em 1951, um dos últimos trabalhos do artista, a capela do Rosário, em Vence, para a qual criou painéis de azulejos, vitrais e aparatos como castiçais e vestimentas de padres, é inaugurada.

Falece em 3 de novembro de 1954, em Nice está enterrado no cemitério de Cimiez.

Obras de Referência