Manoel de Oliveira

  • Francisco Oliveira
  • Manoel de Oliveira
Decano cineasta de Portugal, um dos criadores da cinematografia desse país, nasceu em 1908 e estreou no cinema dirigindo o documentário Douro, faina fluvial (1931). A partir de então realizou quase cinquenta títulos, tornando-se exemplo de longevidade e iconoclastia no cinema contemporâneo, por sua abordagem inusitada de temas clássicos, não raro adotando a forma musical. Entre seus maiores êxitos figuram Amor de perdição ( 1978), baseado na obra homônima de Camilo Castelo Branco (filme vencedor da terceira edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo) e O convento, baseado em argumento da escritora Agustina Bessa-Luís, sua colaboradora habitual. Escreve eventualmente crônicas e reflexões sobre o cinema e as modernas tecnologias, como no livro organizado pela Cosac Naify em 2005, quando visitou mais uma vez o Brasil e foi homenageado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. É autor do ensaio "Vigo e eu", especialmente escrito para o livro Jean Vigo, sobre o cineasta francês, livro lançado pela Cosac Naify em 2009.