É um dos grandes nomes do experimentalismo no Brasil, com uma obra multimídia que abarca cinema, vídeo, fotografia, música, poesia, além da reflexão teórica. Seu trabalho surge no início da década de 1970, quando atua como diretor e roteirista de cinema na realização de cerca de dez curtas-metragens e um longa,
Triste trópico, crítica ao discurso da antropologia. A carreira em vídeo, desenvolvida a partir dos anos 1980, mantém o caráter artístico e experimental de Arthur Omar, divulgando-o mundo afora. Seu primeiro trabalho de consagração na área de vídeo foi
O nervo de prata (1987), sobre o artista plástico Tunga.Ao lado das exposições de grandes séries fotográficas, como
Antropologia da face gloriosa e
Frações de luz, e da mostra Dez mil coisas (1993), com desenhos e colagens selecionados de uma coleção de dez mil peças feitas durante vinte anos, Arthur Omar tem realizado ainda instalações ambientais multimídia, como a vídeo-instalação
Fluxos, que integrou a mostra, feita a partir de imagens da Amazônia. O site do fotógrafo na internet é
www.arthuromar.com.