Manuel Bandeira

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Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Já residente no Rio de Janeiro, em 1917, lançou seu primeiro livro, A cinza das horas - na época, sua poesia ainda estava ligada às escolas simbolista e parnasiana. A seguir, publicou Carnaval (1919) e O ritmo dissoluto (1924). Com Libertinagem, obra de 1930 (a que se seguiram Estrela da manhã, Lira dos Cinquent’Anos, Belo belo e Estrela da tarde), passa a ser considerado um dos autores mais importantes do modernismo brasileiro. Por essa ocasião, já colaborava assiduamente não só em revistas literárias, mas também na grande imprensa, escrevendo sobre literatura, artes plásticas e música.

Crônicas da província do Brasil, de 1937, é fruto dessa colaboração tido por Antonio Candido como “companhia inseparável de todo homem de bom gosto”, o livro pôs Manuel Bandeira na linha de frente da moderna crônica brasileira, ao lado de Drummond e Mário de Andrade. Ele publicaria ainda duas outras coletâneas de crônicas: Flauta de papel (1957) e Andorinha, andorinha (1966).

Bandeira também foi assíduo tradutor - além do volume Poemas traduzidos, fez versões para o português de várias peças teatrais, como Maria Stuart, de Schiller, Colóquio-Sinfonieta, de Jean Tardieu, O círculo de giz caucasiano, de Bertolt Brecht (Cosac Naify, 2002), Macbeth, de Shakespeare, e A máquina infernal, de Jean Cocteau. Escreveu uma autobiografia literária, Itinerário de Pasárgada (1954). Também é autor de importantes estudos literários, como “A autoria das Cartas chilenas” preparou edições de obras de poetas como Alphonsus de Guimaraens e Gonçalves Dias e organizou diversas antologias ? entre elas, a Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937), e algumas de seus próprios textos, como os 50 poemas escolhidos pelo autor (1955).

Morreu no Rio de Janeiro, em 13 de outubro de 1968, aos 82 anos de idade.

Obras de Referência