Georges Perec

  • Georges Perec
Nasceu em Paris, em 1936, filho de pais judeus poloneses. Órfão ainda menino - o pai morreu no fronte em 1940, a mãe foi deportada para Auschwitz -, Perec foi criado por uma tia paterna. Após a guerra, retornou à capital, frequentou o liceu e estudou letras na Sorbonne, sem muito método nem sucesso. Em 1962, empregou-se como arquivista junto a um laboratório de neurofisiologia, cargo que manteria até o final dos anos 1970. Perec estreou na ficção em 1965, com o romance As coisas, que logo obteve o Prêmio Renaudot. Com a publicação de Um homem que dorme, em 1967, o autor foi convidado a participar do OuLiPo, o grupo de literatura experimental de que faziam parte Raymond Queneau, François Le Lionnais e Italo Calvino. Daí em diante, assinaria uma obra extensa, do relato autobiográfico (W ou memória da infância) à poesia, do romance experimental (La Disparition e Les Revenentes) ao ensaio literário em A vida modo de usar: romances, de 1978. A novela A coleção particular e o conto A viagem de inverno, ambos de 1979, pertencem à última fase de sua criação. Vítima de um câncer, Perec faleceu em Ivry, em março de 1982.

Obras de Referência