Samuel Beckett

  • Samuel Beckett
Nasceu perto de Dublin, na Irlanda, em 1906 e foi criado por uma família protestante da classe média. Aos 23 anos foi premiado por um poema titulado “Whoroscope” (1930) no qual, através do filósofo Descartes, contempla a transitoriedade da vida, tema tão recorrente em sua obra. Porém, foi após o estudo sobre Proust (1931) que cristalizou seu conceito de tempo, dando forma à sua contemplação da condição humana.

Abandona a Trinity College, onde estudava francês e italiano, viaja pelo mundo e, finalmente, decide viver em Paris, escolhendo o francês para justificar a economia da linguagem e sua insuficiência de significado. Entre 1946 e 1953, Beckett inicia uma fase de grande criatividade, escrevendo peças como Esperando Godot (1952), contos e romances nos quais explora a impotência, a imobilidade e a solidão humanas como elementos responsáveis pelo “câncer do tempo”. Murphy (1938), Molloy (1951), Malone morre (1951), Watt (1953) e O inominável (1953) são seus principais romances. No teatro, expressou seu pessimismo desesperado em peças como Fim de partida (1957), Ato sem palavras (1957) e Dias felizes (1961). Prêmio Nobel de Literatura em 1969, Beckett é um dos fundadores do teatro do absurdo. Faleceu em Paris em 1989, aos 83 anos de idade.

Obras de Referência