Roberto Longhi

  • Roberto Longhi
Roberto Longhi nasceu em Alba, no Piemonte, em 1890. Em 1911 graduou-se em história da arte pela Universidade de Turim, defendendo uma tese sobre Caravaggio (pintor revalorizado por ele) orientada por Pietro Toesca. Após um período como professor de história da arte nos liceus Tasso e Visconti de Roma - o curso é documentado em Breve mas verídica história da arte italiana, publicado postumamente em 1980 (Cosac Naify, 2005) -, é "adotado", em torno de 1920, pelo grande colecionador e negociante de arte Alessandro Contini Bonacossi, que lhe dá a oportunidade de viajar pela Europa e o auxilia a se lançar como connoisseur.

Em 1926, iniciou a colaboração com a revista Vita Artística da qual, a partir de 1927, assumiu a direção junto com Emilio Cecchi, com quem fundou a revista Pinacotheca, no ano seguinte.

Em 1934, venceu o concurso para a cátedra de História da Arte Medieval e Moderna na Universidade de Bolonha. Entre 1935 e 1936 organizou a "Mostra del Settecento bolognese". Os interesses pela arte contemporânea são testemunhados pela monografia dedicada a Carlo Carrà (1937) e pelo intenso convívio com Giorgio Morandi. Do mesmo modo, entre 1947 e 1958, integrou a comissão organizadora da Bienal de Veneza.

Em 1939 transferiu-se para Florença. Dirigiu (de 1938 a 1940), com Ranuccio Bianchi Bandinelli e Carlo Ludovico Ragghianti, a revista La Critica d`Arte. Essa época é também o prelúdio à intensa colaboração em Arte Veneta (1947-48). Em 1943 fica pronto o primeiro anuário de Proporzioni (seguirão outros três números em 1948, 1950 e 1963), que contém, entre outros, o notável ensaio dedicado aos "Ultimi studi sul Caravaggio e la sua cerchia" ["Últimos estudos sobre Caravaggio e seu círculo"].

Em 1949 foi convidado para lecionar na Universidade de Florença. Em 1950 nascia a revista Paragone, que dirigirá até o fim da vida e à qual confia importantes editoriais de política cultural e ensaios sobre temas histórico-artísticos.

Na ocasião de sua morte, em 1970, deixa em testamento, "per vantaggio delle giovani generazioni" ["para usofruto das jovens gerações"], a coleção de arte, a fototeca e a biblioteca (com aproximadamente 35 mil volumes, a maioria deles procedentes da biblioteca pessoal de Longhi) custodiadas na villa da Via Fortini, em Florença, onde hoje está sediada a fundação que porta o seu nome.

Obras de Referência