
Primeiro livro sobre o compositor paraense Jayme Ovalle (1894-1955), personagem extraordinário do modernismo brasileiro. Sua obra musical, impregnada dos cantos amazônicos e do candomblé, tem no clássico Azulão ("Vai, azulão, azulão, companheiro..."), com letra de Manuel Bandeira, uma pequena joia gravada até hoje por intérpretes de todo o mundo. Um folclore peculiar girava em torno da figura de Ovalle. Entre suas paixões arrebatadoras, conta-se que chegou a se apaixonar perdidamente por um manequim de vitrine e por uma pomba, que vinha namorar com ele em sua janela. Conhecido como "O místico" ou "O Santo da Ladeira", cultivou um catolicismo muito particular, que incluía sessões de autoesbofeteamento diante da cruz e uma oração em agradecimento "por mais uma noite de minha vida, bebendo, moderadamente, com soda e gelo, o meu uísque". A biografia, escrita pelo jornalista e escritor Humberto Werneck, recupera sua vida familiar e amorosa, a boêmia na Lapa e seu trabalho como servidor público da Alfândega, no Rio de Janeiro. Para quem nunca ouviu falar de Ovalle, é uma história que se lê como um romance e revela a "presença silenciosa" do compositor na cultura brasileira. A edição, ilustrada com 111 imagens, muitas delas inéditas, inclui discografia de suas músicas no Brasil e no mundo.
Páginas: 400; Ilustrações: 111;
Dimensões: 226 x 160 x 25 mm;
Peso: 0.680 kg;
ISBN: 9788575032381.
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Título-chave no contexto da arte surrealista e narrativa mais importante de André Breton, formando uma trinca com Les Vases communicants (1932) e L'Amour fou (1937), este romance, escrito em 1928, encena o encontro entre realidade e fantasia, característica desta vanguarda.
Num local freqüentado por prostitutas e cartomantes, o narrador mergulha na convivência efêmera e tumultuada com a personagem-título, em meio ao labirinto urbano parisiense. Nadja, uma encarnação contemporânea do enigma e do mito, representa o princípio de liberdade em forma feminina e uma porta para além da banalidade. A atmosfera onírica registra os fragmentos do dia-a-dia em imagens produzidas a partir de destroços da realidade imediata, que buscam a correspondência dos objetos cotidianos com o mundo interior.
Vigésimo primeiro título da coleção Prosa do Mundo, este clássico moderno e inquietante tem nova edição brasileira com tradução cuidadosa de Ivo Barroso, apresentação de Eliane Robert Moraes, além de fortuna crítica, incluindo ensaios de Walter Benjamin e Maurice Blanchot, e bibliografia específica.
Apoio: Ministério francês da Cultura - Centre National du Livre
Colaboração: Atelier André Breton
Prêmios
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Câmara Brasileira do Livro [CBL]
Em: 2009
Prêmio: 51º Prêmio Jabuti
Categoria: Biografia [3º lugar]
Premiados: Humberto Werneck
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APCA
Em: 2008
Prêmio: Prêmio APCA
Categoria: Literatura: Biografia
Premiados: Humberto Werneck
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