Resenha de Marcelo
15/03/2010
Bom, não sou afeito à comparações, mas, para mim, que tive oportunidade de ler 5 traduções de Alice, além do texto original (as traduções que pude ler são a do Lobato, Uchôa Leite, Maria Luiz de X. Borges, Ana Maria Machado e a do Nicolau Sevcenko) além de já ter contato com outros textos do Carroll (originais e traduzidos), não tenho dúvida de que a tradução que propõe uma melhor solução para a língua portuguesa é a da Maria Borges (da Zahar), pois em algumas situações faz "licenças" que não destoam da forma e conteúdo do texto prínceps, de Carroll. O trunfo da edição da Cosac fica a cargo das ilustrações do Luiz Zerbini, mas, ainda assim, desculpem-me, não troco as ilustrações do John Tenniel, autor das ilustrações da primeira edição, que são as ilustrações da edição da Zahar. Preciso confessar que me decepcionei um pouco a edição, que prima mais pela estética que pelo texto. A Jorge Zahar disponibiliza ainda duas edições: uma simples (de bolso) e capa dura e outra maior, comentada, ambas primorosas. Sem contar que a relação custo-benefício favorece a edição da Zahar - pois esta edição além de No País das Maravilhas, traz também "Através do Espelho e o que Alice Encontrou por Lá".
Por esta razão, as comparações entre as traduções/edições tem, sim, fundamento.
A Cosac é uma editora que admiro, mas tem os seus deslizes, os seus momentos "gauches". Mas, enfim, honestamente, trata-se de mais de uma edição bonita, mas bem limitada quando comparada a da editora Jorge Zahar.
Resenha de Marina Roxo
11/03/2010
Concordo com Daniel Lameira e com o Thiago Lins.De longe, a edição da Zahar é a mais completa para quem realmente está interessado na história. A Cosac é de longe a editora que mais admiro no Brasil, no entanto, tem seus momentos "rococó". Este é um deles; parece que o livro de Lewis Carroll é só um pretexto para Luiz Zerbini poder brincar. Não concordo de forma alguma que a edição da Zahar seja voltada para o público acadêmico. Parece-me, sim, academicismo de botequim justificar uma edição com um "a caixa cria uma metalinguagem entre história e ilustração". Realmente as crianças estam muito preocupadas com a metalinguagem entre embalagem e história.
Resenha de Liliana Sanz
20/01/2010
Excelente trabalho. Esta edição é muito bonita. Ela é apelativa para a faixa etária que consegue ler o livro com desembaraço. As ilustrações, mais sérias, são uma boa transição para crianças que viram, sendo mais pequenas, a versão da Disney. Minha filha simplesmente se apaixonou de novo pela história.
Na minha opinião, a tradução do texto é superior a edição de Zahar. Alias, aquela edição é uma falta de respeito ao original em inglês "The annotated Alice" de Martin Gardner. Como teria sido o trabalho da Cosac Naify sobre essa obra de referência maravilhosa, só resta sonhar.
E também, só resta esperar que uma edição equivalente de "Através do espelho" esteja nos planos imediatos da editora!
Resenha de Adriana de Godoy
02/01/2010
Comprei a edição de colecionador e não me arrependi, é simplesmente maravilhosa, perfeita, um livro delicioso em forma e conteúdo.
Cada qual tem suas prioridades, ou seus gostos, ou seus bolsos, e me parece imprescindível não ter pelo menos a edição mais simples para ler.
Vejo que as comparações com a Zahar não têm muito sentido, são edições complementares para o leitor, não excludentes.
Eu tenho as duas edições e elas só perdem na comparação, estão além da comparação. Leia as duas e permita-se ser um leitor completo.
Resenha de Thiago Lins
11/12/2009
Concordo com Daniel Lameira.
De longe, a edição da Zahar é a mais completa para quem realmente está interessado na história.
A Cosac é de longe a editora que mais admiro no Brasil, no entanto, tem seus momentos "rococó". Este é um deles; parece que o livro de Lewis Carroll é só um pretexto para Luiz Zerbini poder brincar.
Não concordo de forma alguma que a edição da Zahar seja voltada para o público acadêmico.
Parece-me, sim, academicismo de botequim justificar uma edição com um "a caixa cria uma metalinguagem entre história e ilustração". Realmente as crianças estam muito preocupadas com a metalinguagem entre embalagem e história.
Resenha de Adriana de Godoy
11/12/2009
Esse livro me pareceu um presente da vida, uma delícia que a editora publicou com cuidado e respeito pelo Leitor.
Certamente é o livro que Italo Calvino deu ao seu Leitor em "...Se um viajante numa noite de inverno", pois por um livro maravilhoso como esse vale a pena ser apaixonado pela leitura.
Recomendo a todos, crianças, jovens, adultos, idosos, como um presente insubstituível, onde forma e conteúdo se harmonizam e criam uma obra-prima.
Parabéns à editora, mais uma vez tratando seus leitores com inteligência e consideração.
Resenha de Isabel Lopes Coelho (editora do catálogo infantojuvenil da Cosac Naify)
09/12/2009
Caro leitor, a edição de colecionador da Cosac Naify é um livro de arte: o papel importado GardaPat Kiara tem densidade agradável ao toque,
responde melhor à impressão das belas ilustrações e tem uma cor única que descansa o olho durante a leitura.
Além disso, vem com capa ousada - uma imagem
de Alice nunca antes vista e design arrasador -, dentro de uma caixa com tiragem limitada que "embrulha" o livro como se ele fosse um baralho,
criando uma metalinguagem com a história e com a ilustração.
O conjunto da edição torna o livro um produto desenvolvido com o senso de obra de arte.
A outra edição é para o estudante levar na escola, de um lado para o outro. Por isso a capa brochura em detrimento da capa dura - para não pesar na
mochila do aluno -, e um papel branco couchê padrão para torná-la mais acessível ao leitor.
A boa edição da Jorge Zahar certamente agrada aos estudiosos
e acadêmicos que se aprofundam no estudo crítico e literário da obra de Lewis Carroll. Para essa finalidade, o modelo tradicional pode ser o mais
adequado. Nossa edição é um convite para a leitura de uma "Alice" originalíssima.
Resenha de Daniel Lameira
06/12/2009
A edição normal eu achei bacana, as ilustrações são incríveis e a edição, o projeto gráfico, ficaram boas. Acho que só tenho uma crítica: ficou uma brochura muito molinha.
A edição de luxo que deu uma brochada, R$40 reais a mais por um papel importado que nem faz TANTA diferença, uma caixinha de papelão e uma capa diferente.
Essas por elas, fico com a edição da Jorge Zahar que, mesmo com ilustrações e design mais tradicionais, tem comentários ótimos e vem junto com o Alice no País dos Espelhos.
Resenha de Rogério Caetano
05/12/2009
Dei uma folheada na Saraiva e sinceramente fiquei deslumbrado. Bom trabalho de ilustração e diagramação, já ta na minha lista de compras.
Resenha de Isaque Criscuolo
05/12/2009
Meu Deus! Até agora estou chocado com o livro. PERFEITAMENTE IMPECÁVEL! É como disse o Marcone: "Ah! se todos os livros fossem assim..." Estaríamos todos felizes e contentes, pagando cada centavo justo. Parabéns, Cosacnaify!
Resenha de Marcone
02/12/2009
Eu tô bobo com isso! É a edição mais perfeita que eu já vi na vida. Ah! se todos os livros fossem assim...
Resenha de mariana
28/11/2009
Além das ilustrações do Zerbini que são lindas, o projeto gráfico é de arrasar. parabéns.