
Vermelho amargo
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Autor:
Bartolomeu Campos de Queirós
Quarta capa:
Gabriel Villela
Idioma: Português
R$ 39,00
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Prazo de entrega: até 6 dias úteis para território nacional, exceto itens em pré-venda
O primeiro livro pela Cosac Naify de um dos maiores expoentes da literatura infantojuvenil brasileira não poderia ser mais um.
Vermelho amargo revela uma face diferente do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, e o insere definitivamente na literatura brasileira, para além de classificações. Um narrador em primeira pessoa revisita a dolorosa infância, marcada pela ausência da mãe substituída por uma madrasta indiferente. Vemos os irmãos, filhos de um pai que não larga o álcool e de uma madrasta que serve em todas as refeições fatias cada vez mais finas de tomate, desenvolverem diversas anomalias para tentar suprir a ausência de afeto e a saudade da mãe: um come vidro, a outra não larga as agulhas e o ponto cruz. Numa espécie de contagem regressiva, o narrador observa seus irmãos mais velhos irem embora de casa. A prosa memorialística vale a pena, no entanto: afinal, "esquecer é desexistir, é não ter havido".
Neste depoimento de inspiração autobiográfica, a prosa poética de Bartolomeu é dolorosamente bela. Como ele mesmo coloca na epígrafe, foi preciso deitar o vermelho sobre papel branco para bem aliviar seu amargor. "Uma obra delicada como arame farpado", nas palavras do diretor teatral Gabriel Villela, que assina o texto de quarta capa.
1ª reimpressão, 2011
Conheça também:Sinais do mar, de Ana Maria Machado
Satolep, de Vitor Ramil
Capa dura;
Páginas: 72;
Dimensões: 115 x 207 mm;
Peso: 0,15 kg;
ISBN 978-85-7503-962-5
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Resenha de Janes Angie
01/03/2012
Todo leitor tem a sua opinião sobre determinada obra e esta precisa ser respeitada. Isto é fato, porém, criticar uma obra como "Vermelho Amargo" baseando-se apenas em alguns fragmentos lidos sem conhecer a narrativa completa (pelo menos foi essa a impressão que eu tive), desculpe-me, é de uma infelicidade completa. Chamar de bobagem, ainda, nem vou comentar. Concordo com Mauricio Fernandes quando afirma: "(...) Salve Bartolomeu de Queirós (...)".
Sugiro que suas obras sejam lidas, pois, são de uma sensibilidade que impressiona. A edição de "Vermelho Amargo" está um primor em todos os aspectos. Parabéns Cosacnaify por nos presentear com tamanha beleza e poesia.
Resenha de Janes Angie
01/03/2012
Todo leitor tem a sua opinião sobre determinada obra e esta precisa ser respeitada. Isto é fato, porém, criticar uma obra como "Vermelho Amargo" baseando-se apenas em alguns fragmentos lidos sem conhecer a narrativa completa (pelo menos foi essa a impressão que eu tive), desculpe-me, é de uma infelicidade completa. Chamar de bobagem, ainda, nem vou comentar. Concordo com Mauricio Fernandes quando afirma: "(...) Salve Bartolomeu de Queirós (...)".
Sugiro que suas obras sejam lidas, pois, são de uma sensibilidade que impressiona. A edição de "Vermelho Amargo" está um primor em todos os aspectos. Parabéns Cosacnaify por nos presentear com tamanha beleza e poesia.
Resenha de MAURÍCIO FERNANDES
18/09/2011
Antes de minha crítica gostaria de dizer ao único que até agora escreveu sua resenha sobre "Vermelho Amargo", o leitor Carlos, que sua opinião é carregada de uma lastimável não-leitura de mundo... pois Bartolomeu não precisa de medalhas, sendo ele a própria medalha de um banquete que vai de encontro a uma Literatura que não salva, mas desloca em função de sua primordial existência!
Inicio minha resenha afirmando que tive no encontro com Bartolomeu, por meio de sua bela obra em questão, o mesmo choque e silenciosa perturbação ao assistir "Cisne Negro". Ambas as obras são um convite ao diálogo com nossos demônios internos, que Freud sempre nos fala. Inevitavelmente fico perturbado e comovido com tamanha sensibilidade que Queirós utiliza-se ao escrever como um "cirurgião" da criatividade e do desdobramento da alma humana. O livro nos propõe uma viagem aos mais trevosos e incômodos recônditos de nosso ser. Salve Bartolomeu que nos obriga a olharmos com mais acidez e frieza para os interstícios de nossa alma, enjaulada pelas dores da vida, que se faz doce e amarga!
Resenha de Carlos
01/07/2011
Não é por que o autor é premiado que merece ser publicado, em detrimento de tantos novatos que não conseguem nem mesmo que seus originais sejam lidos com decência.
Os fragmentos que li de Vermelho Amargo parecem ser uma sombra bem pequenina da poesia de Manoel de Barros.
Uma pena que uma editora como a CosacNaify invista em tamanha bobagem, como se as medalhas do autor justificassem qualquer texto do mesmo...
Obrigado.
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