A história de uma editora não é feita apenas de prêmios e menções honrosas, isso é certo. Mas hoje, ao termos a notícia de que
Tchibum!, de Gustavo Borges e Daniel Kondo, receberá uma das mais importantes condecorações no cenário mundial da literatura infantil e juvenil, a menção honrosa Novos Horizontes da Feira de Bolonha, no dia 23 de março, achamos por bem nos deter um instante para olhar com calma nossas conquistas ao longo desses anos.
Esta é a segunda vez em que a Cosac Naify ganha uma distinção na feira. Em 2007,
Lampião & Lancelote estreou na premiação, na mesma categoria. O livro de
Fernando Vilela também figurou no catálogo anual White Ravens, da International Board on Books for Young People (IBBY), que, em 2010, contemplou Sinais do mar, de
Ana Maria Machado. Trata-se de uma rigorosa seleção do que de melhor é produzido na área no mundo.
Além destes, mais sete livros da editora já figuraram na lista.
Lampião & Lancelote colecionou ainda uma série de prêmios nacionais, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e Jabutis, tornando-se o recordista da editora. Somente com o catálogo infantil e juvenil, a Cosac contabiliza quase vinte prêmios da FNLIJ e oito Jabutis, além do Prêmio Glória Pondé de literatura infantil e juvenil, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional para
O Fazedor de Velhos, de
Rodrigo Lacerda. No Jabuti, aliás, a editora realizou um outro feito inédito: em 2003,
Bichos que existem & bichos que não existem, de
Arthur Nestrovski e
Maria Eugênia, acumulou, além do prêmio na categoria infantil, o de Livro do Ano de Ficção, desbancando inclusive os concorrentes adultos.
Aos livros nacionais somam-se os títulos estrangeiros já premiados pelo mundo.
Estava escuro e estranhamente calmo (
Einar Turkowski), por exemplo, recebeu o Grand Prix na Bienal de Bratislava.
Mas por quê??! (
Peter Schössow) e
Mamãe zangada (
Jutta Bauer) ganharam o Prêmio Deutscher Jungendliteraturpreis na Arbeitskreis für Jugendliteratur, deferência prestigiosa na Alemanha.
O dariz, de
Olivier Douzou, e
Fico à espera..., de
Davide Cali e
Serge Bloch, foram agraciados como Livros do Ano no Salão de Montreuil.
A editora é hoje, sem dúvida, a mais premiada na área, e agrega em seu catálogo outros nomes consagrados, como
Maurice Sendak e
Wolf Erlbruch, ganhadores do Hans Christian Andersen – considerado o Nobel da literatura infantil e juvenil –, além da brasileira Ana Maria Machado, que venceu o mesmo prêmio em 2000.
Onde vivem os monstros, de Sendak, ganhou também o Astrid Lindgren Memorial do Swedish Arts Council, a medalha Caldecott e foi considerado o melhor livro ilustrado pelo
The New York Times.
Eram cinco, de
Ernst Jandl e
Norman Junge, e
A grande questão, de Erlbruch, conquistaram o prêmio principal da Feira de Bolonha, em 1998 e 2004, respectivamente.
A costura do nosso catálogo infantil e juvenil é extremamente cuidadosa, uma tentativa de traçar uma abordagem editorial intencional, que faça diferença para os leitores, independentemente da idade. Mantemos a convicção de que a história de uma editora não é feita somente de prêmios. Contudo, percebemos que, no fim das contas, essas premiações foram pontuando e consolidando esse tecido finamente cosido. Um reconhecimento ao nosso esforço de tratar os livros infantis com a mesma seriedade que dispensamos aos adultos.
Gustavo Borges e Daniel Kondo falam sobre Tchibum!
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