Fotos: Elvira T. Fortuna

A designer Sula Danowski e o crítico Paulo Sérgio Duarte, que assina um dos comentários do livro,
recebem dedicatória de Vera Beatriz Siqueira
No último sábado, 13 de março, o
premiado edifício da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, foi o cenário para o lançamento de
Iberê Camargo: origem e destino, da pesquisadora
Vera Beatriz Siqueira, que refaz a trajetória do pintor desde seus primeiros desenhos no interior do Rio Grande do Sul, passando pelos estudos no Rio de Janeiro e Europa.
O volume é uma coedição entre a Cosac Naify e a
fundação, e integra a trilogia formada por
Gaveta dos guardados (memórias; org. de Augusto Massi) e
Tríptico para Iberê, composto por três ensaios sobre a obra pictórica do artista e sobre sua produção literária. Ambos os livros serão lançados em breve.
Com a casa cheia, o evento contou com a presença dos críticos
Mônica Zielinsky e
Paulo Sérgio Duarte - que na edição analisa a obra
Fiada de carretéis 2, de 1961: "O carretel se transfigura, de resto inerte sobre a mesa se transforma em ser revoltado sobre a tela" [a respeito do objeto da infância de Iberê tão presente em suas telas].
Também autora de
Burle Max (Cosac Naify, 2001), Vera Beatriz revela que sua intenção era publicar um livro destinado a um público mais amplo, "de maneira a atender, ao mesmo tempo, o leitor que pouco conhecesse a obra de Iberê e aquele que deseja aprofundar seus conhecimentos". "Selecionei passagens [de ensaistas] que falassem das imagens destacadas em cada capítulo, representando as principais fases da obra de Iberê Camargo. Escolhi trechos de críticos e historiadores que considero particularmente relevantes para a compreensão histórica da sua obra no Brasil", detalha a professora em
entrevista ao site da Fundação Iberê Cammargo.
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