Lançado em: agosto/2009
apresentação do livro
A bíblia do design gráfico

Cosac Naify publica no Brasil livro que é referência fundamental para o estudo e compreensão histórica do design gráfico
Livro abarca a história do design desde os primeiros sinais produzidos pelo homem. Nesta imagem, pintura fremont em rocha em Utah. C. 2000-1000 a.C
História do design gráfico, de Phillip Meggs (1942–2002), é o maior e mais ambicioso lançamento da Cosac Naify na área. Referência obrigatória para estudiosos e profissionais desde sua primeira edição, em 1983, é o registro histórico mais abrangente já produzido sobre o assunto. Em edição revisada e atualizada pelo historiador e designer Alston W. Purvis, os 24 capítulos fartamente ilustrados por 1300 imagens comentadas, que se estendem por mais de 700 páginas, percorrem com fluidez, clareza e rigor o vasto arco da comunicação através de meios visuais que vai da pré-história à era da informação, analisando a produção de seus protagonistas mais relevantes.
O livro divide-se em cinco partes, que tratam de períodos de tempo progressivamente mais curtos e adensados. "Prólogo ao design gráfico" parte dos primeiros sinais produzidos pelo homem, passando pela invenção da escrita e das primeiras técnicas gráficas e chegando aos manuscritos iluminados que permaneceram em produção até o século XV.
"Um renascimento impresso" relata a chegada das técnicas orientais de impressão à Europa e a revolução causada pela transformação que sofreram nas mãos de visionários como Gutenberg, espalhando-se pela Itália, França, Holanda, Inglaterra e Espanha e produzindo lances de verdadeira genialidade tipográfica ao longo de mais de quatro séculos.

"A ponte para o século XX" trata das transformações e conflitos impostos pela Revolução Industrial, num cenário convulsionado por invenções como a fotografia, a litografia offset e a composição mecânica, de um lado, e pelos movimentos Arts & Crafts e Art Nouveau, de outro. "O período modernista" traça o percurso que leva dos cubistas, futuristas e dadaístas à depuração formal, produtiva e ideológica que encontrou na Bauhaus a síntese de suas intenções, migrando por força da guerra para o cenário fortemente comercial dos EUA.

Fechando o volume, "A era da informação" abre o leque de desdobramentos do modernismo, dos representantes da escola suíça e dos grandes sistemas de identidade corporativa aos dissensos do design pós-moderno e à revolução digital.

Embora o espectro coberto por História do design gráfico seja verdadeiramente monumental, seu discurso é construído com relatos e exemplos sucintos e cuidadosamente selecionados, prestando-se tanto à pesquisa conceitual como à investigação factual e de repertório. Uma extensa bibliografia dividida por capítulos facilita o aprofundamento dos temas abordados.
A edição brasileira, integralmente redesenhada por Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio, incorporou melhorias das recentes edições norte-americanas (tais como os esclarecedores infográficos cronológico-temáticos que cruzam os conteúdos dos capítulos nas aberturas de cada parte do livro) e incluiu uma abrangente revisão qualitativa das imagens reproduzidas, resultando numa publicação que, além de indispensável, chega ao mercado nacional amadurecida e enriquecida.





João de S. Leite, Milton Glaser, André Stolarski, Paula Scher e Regina Wilke falam da importância da obra
DESIGN NA COSAC NAIFY
BiblioGráfico: 100 livros clássicos sobre design gráfico, de Jason Godfrey
ABC da Bauhaus: a Bauhaus e a teoria do design, de Ellen Lupton e J. Abbott Millar
Era uma vez uma capa - História ilustrada da literatura infantil, de Alan Powers