Sinais do mar

Lançado em: maio/2009


Título do Livro

apresentação do livro


Ana Maria Machado estreia na poesia e na Cosac Naify




Grafismos ilustram Sinais do mar, com projeto gráfico de Luciana Facchini

Quarenta anos de carreira. Mais de cem livros publicados em dezoito países. Dezoito milhões de exemplares vendidos pelo mundo. Prêmio Hans Christian Andersen em 2000. Primeira representante da literatura infanto-juvenil na Academia Brasileira de Letras. Não é à toa que a Cosac Naify festeja a estreia de Ana Maria Machado em seu catálogo.

O lançamento é especial: trata-se do primeiro livro de poesia da autora. "Para mim, este livro é uma ave rara", revela. Um presente da escritora para a Cosac Naify e para leitores de todas as idades.

Em julho de 2008, chegou à editora o original de Ana Maria Machado. Sempre muito requisitada pelas casas editoriais, a autora iniciou uma aproximação com a proposta de livro inédito. A ideia foi recebida com entusiasmo por todos os departamentos - do editorial ao comercial, passando pelo design e a produção gráfica. Um ano depois, Sinais do mar chega às livrarias como resultado do engajamento de toda a equipe. Uma homenagem à altura de sua obra.

A publicação levou mais de vinte anos para ser concluída. Reúne poemas que, depois de reescritos inúmeras vezes, passaram pelo crivo rigoroso da própria autora, e agora saem da gaveta para finalmente ganhar um livro inteiro para eles. Revelam a poeta em profundo exercício da linguagem, explorando rimas, aliterações e referências a grandes poetas do mar:

Naus Saem de Sagres e deixam infantes, partem de portos e deixam mortos, sangram amores e rumam ao longe.

Como uma música incidental, o projeto gráfico acompanha o balanço do mar. A designer Luciana Facchini transformou poemas e canções de Martin Codax ("Ondas do mar de Vigo"), Fernando Pessoa ("Ode marítima") e Dorival Caymmi ("O mar") em ilustrações que simulam a maré, o avanço das águas, redemoinhos e respingos. Ora aparecem timidamente, ora inundam a página. Concebido como um objeto afetivo, o livro lembra um caderno de viagem, e as cores se assemelham à tinta de caneta esferográfica. A textura da areia pode ser sentida no toque do papel especial.

Além do próprio caráter da poesia que se faz íntima, as mais antigas recordações da infância da autora remetem aos verões que passava na casa dos avós capixabas, na praia de Manguinhos. Carioca, via a baía de Guanabara da janela de casa e ainda hoje caminha à beira-mar. Assim, ao longo da vida, Ana Maria encontrou no mar sua poesia.

Leia entrevista com a autora