Luz em agosto

Lançado em: fevereiro/2007


Título do Livro

saiu na imprensa

Autor: William Faulkner

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  • 24/02/2007
    No mínimo | Todo prosa
    William Faulkner: 'Luz em agosto'
    Sérgio Rodrigues

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  • "Luz em agosto", do grande mestre americano William Faulkner (Cosac Naify, tradução de Celso Mauro Paciornik, 448 páginas), já teve uma tradução lançada no Brasil, pela Nova Fronteira, em 1983. Neste quarto de século, porém, tornou-se figurinha rara entre nós este romance que costuma ser considerado o mais acessível do autor (1897-1962) de "O som e a fúria", a melhor porta de entrada em sua obra. Publicado em 1932, "Luz em agosto" talvez tenha mesmo mais ação e menos monólogos interiores do que os livros mais famosos do homem, embora não lhe faltem uma prosa luminosa e aquela atmosfera faulkneriana de decadência econômica e moral do Sul dos Estados Unidos. Como afirma a boa orelha assinada por Marçal Aquino, "há escritores que escrevem grandes livros. Há outros, mais raros, que instauram mundos".

    A acessibilidade não significa que o livro seja simples. O grande número de personagens faz de "Luz em agosto" uma malha de histórias que se cruzam, se completam e se corrigem, todas centradas na cidadezinha de Jefferson, no fictício condado de Yoknapatawpha. Os personagens que sustentam a construção, porém, são três, e todos párias: a adolescente Lena Grove, solteira e grávida, que chega em busca do pai fujão de seu filho; o reverendo Gail Hightower, que uma esposa infiel e suicida tornou malvisto no lugar; e o forasteiro Joe Christmas, figura misteriosa que compartilha com Jesus Cristo mais do que as iniciais e se situa exatamente a meio caminho entre o lugar do herói e o do vilão. Christmas é branco, mas acredita ter sangue negro (terá mesmo?), o que o condena à inadaptação aonde quer que vá.

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