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Lançado em: janeiro/2005


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O uso da letra bastão na alfabetização




Para facilitar a leitura de crianças em fase de alfabetização, a Cosac Naify adotou a letra bastão no livro Aprendo com meus amigos, do autor japonês Taro Gomi - lançamento que integrou a comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil, ao lado de Balanço e Minhas imagens do Japão. A letra bastão também foi adotada na reimpressão da coleção Ache o bicho.
 
Contada através do traçado reto e simples - no lugar da letra cursiva -, a história em que uma garotinha conta tudo o que aprendeu com seus amigos pode ser lida de forma mais rápida por aqueles que iniciam a incursão pela leitura.
 
Leia a seguir a opinião da professora Juliana Nunes, do Colégio Santo Agostinho, sobre o uso da letra bastão em livros infantis.
 
"Iniciamos a alfabetização com o uso da letra bastão porque ela está presente em muitos momentos da vida do aluno, fora ou dentro do colégio, por intermédio de livros, revistas, jornais, embalagens, rótulos, teclas do computador, placas de trânsito, outdoors etc., facilitando seu reconhecimento e compreensão, além de propiciar um traçado simples e de menor exigência e esforço do domínio motor, comparado à letra cursiva.
 
Sou professora alfabetizadora e, para prepararmos alunos críticos capazes de transformar a realidade, nossa proposta dentro da sala de aula precisa se adequar à realidade do mundo. Desta forma, a leitura e a oferta de bons livros é um componente importante para atingirmos nossos objetivos. Depois de dominar o sistema alfabético, a criança poderá se preocupar em fazer variações dos desenhos das letras com mais segurança.
 
Cito ainda Emilia Ferreiro (Nova escola, 1996), que afirma que 'começar a alfabetização com letra bastão é uma tentativa de respeitar a seqüência do desenvolvimento visual e motor da criança'”.