Lançado em: abril/2004
sinopse
Autor:
Pierre Clastres
Tradução:
Paulo Neves
Prefácio:
Bento Prado Jr.
Posfácio:
Eduardo Viveiros de Castro
Texto de orelha:
Luiz Eduardo Soares
Obra [capa]:
Paulo Monteiro
Idioma: Português
Reunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a ideia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamentam-se na teoria da "servidão voluntária" de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial. Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (antistalinista e pós-marxista). Do mesmo autor, nesta editora, veja A Sociedade contra o Estado.
2ª edição, 2011, com posfácio inédito de Eduardo Viveiros de Castro.