A Cosac Naify, em parceria com a Pinacoteca do Estado e a Imprensa Oficial, lança Arte brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Organizado pela crítica Taísa Palhares, o livro reúne ensaios inéditos assinados por 16 dos mais importantes historiadores e críticos de arte do país. Os textos traçam um panorama inédito da arte no Brasil a partir do acervo do museu, que conta com mais de 7 mil obras, do século XIX a contemporâneos.
Os ensaios resultam de uma série de conferências realizada em 2003 como parte do projeto “A história da arte brasileira no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo”. O material reunido agora na publicação é acompanhado de biografias condensadas de cada artista, o que a torna uma ferramenta fundamental para a compreensão das artes visuais no Brasil.
De Pedro Alexandrino a Flávio de Carvalho. De Almeida Júnior a Candido Portinari
Com informações acessíveis tanto a leigos interessados na história da arte brasileira até aos já familiarizados com o assunto, o livro cobre um período que vai do século XIX aos anos 1940, com obras de artistas como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Eliseu Visconti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Lasar Segall, Flávio de Carvalho, Rodolfo Bernardelli, Pedro Américo, Victor Brecheret e Di Cavalcanti.
Completam a publicação um texto sobre a Academia e a pintura no século XIX e outro sobre o próprio edifício do museu, projetado por Ramos de Azevedo e restaurado por Paulo Mendes da Rocha entre 1994 e 1998. Para a presente edição, foi organizado também um breve histórico sobre o percurso das obras dentro da instituição, o que revela histórias curiosas sobre a formação do acervo: a doação de Tropical (1917), de Anita Malfatti, foi feita quando a artista era bolsista do Pensionato Artístico do Estado. Já Mestiço (1934), de Portinari, primeira obra modernista adquirida por uma instituição pública no Brasil, foi comprada por indicação de Mário de Andrade.
Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca do Estado, lembra na introdução que Arte Brasileira... funciona como “um convite ao leitor: a (re)descoberta do prazer do contato com as obras de arte”.
Ao final da leitura, a qualidade dos textos torna inevitável e intensa a vontade de visitar a instituição com o livro, que abre novas perspectivas sobre o acervo e a trajetória da arte brasileira.
Sobre a Pinacoteca do Estado de São Paulo
Quando foi fundada, em dezembro de 1905, a Pinacoteca do Estado contava com apenas 26 pinturas de artistas ligados à tradição oitocentista e clássica. Seu prédio, projetado por Ramos de Azevedo, foi tombado em 1982. Ele faz parte do conjunto arquitetônico do bairro da Luz, característico da passagem do século XIX para o XX em São Paulo, onde se inserem ainda a Estação da Luz, a Estação Júlio Prestes, o Museu de Arte Sacra de São Paulo, entre outros. A partir dos anos 1970, o acervo passou a abrigar novas categorias, como a fotografia, e foram realizadas mostras sistemáticas, rediscutindo a arte brasileira e a própria coleção da instituição.
Desde a década de 1990, uma política de ampliação do acervo deu prioridade ao preenchimento de alguns claros históricos, e houve crescente valorização da coleção de esculturas, contando a instituição atualmente com cerca de 7 mil obras, a única na cidade a abrigar conjunto significativo da arte brasileira dos séculos XIX e XX. Entre 1993 e 1998, o edifício-sede sofreu uma ampla reforma conduzida pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e foi laureado com o Prêmio Mies van der Rohe para a América Latina.
Sobre a organizadora
- Taísa Helena P. Palhares é pesquisadora em história da arte na Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde coordena desde 2003 o ciclo de palestras “História da Arte no Acervo da Pinacoteca”.
Sobre os autores
- Annateresa Fabris é historiadora e crítica de arte, professora titular aposentada da história da arte e história da fotografia do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP.
- Aracy Amaral é historiadora e crítica de arte, professora titular aposentada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
- Carlos Lemos é arquiteto e professor titular aposentado do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
- Claudia Valladão de Mattos é professora de história da arte do Departamento de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
- Frederico Morais é crítico de arte e curador.
- Jorge Coli é historiador de arte e professor de história da arte no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
- José Roberto Teixeira Leite é historiador e crítico de arte, professor aposentado de história da arte brasileira do Instituto de Artes da Unicamp.
- Luciano Migliaccio é historiador, curador e crítico de arte, doutor em história da arte medieval e moderna pela Università di Pisa, na Itália.
- Luiz Camillo Osório é crítico de arte, curador e professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e do curso de especialização em História da Arte e da Arquitetura da PUC-RJ.
- Maria Cecília França Lourenço é professora titular de história da arte e arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
- Marta Rosetti Batista (in memoriam) é historiadora da arte e museóloga, docente do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, de 1969 a 2007.
- Rodrigo Naves é crítico e historiador da arte, com doutorado em estética pelo Departamento de Filosofia da USP.
- Ruth Sprung Tarasantchi é historiadora da arte com pesquisa em diversos pintores do século XIX e início do século XX.
- Stella Teixeira de Barros é historiadora, curadora e crítica de arte. Leciona história da arte e estética na Faculdade de Artes Santa Marcelina, em São Paulo.
- Tadeu Chiarelli é historiador da arte, curador e professor do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP.
- Vera D’Horta é historiadora de arte, curadora e pesquisadora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em atuação no Museu Lasar Segall em São Paulo.
COSAC NAIFY | ASSESSORIA DE IMPRENSA