Sala de Imprensa

01/04/2010
PARA LER, PELO MENOS, TRÊS VEZES

Assessoria de Imprensa


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João Perassolo
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Com a proposta de traçar um panorama histórico da literatura infantojuvenil no mundo, a Cosac Naify reúne em seu catálogo nomes representativos como Peter Newell (O livro inclinado, 1910), Paul Rand (Pequeno 1, 1961), Maurice Sendak (Onde vivem os monstros, 1963), Shel Silverstein (A árvore generosa, 1964) e Kevta Pacovská (João & Maria, 2008), para citar apenas alguns. Assim, é com grande entusiasmo que a editora apresenta aos leitores brasileiros John A. Rowe, um artista que influenciou gerações e marcou época com suas cores fortes e seu traço inusitado.

Nesta fábula de Páscoa, o Vovô Coelho corre apressado, pois se esqueceu de algo, mas não pode contar a ninguém: ele precisa pintar os ovos das crianças, já que pensa ser o próprio Coelho da Páscoa. Ao longo da narrativa, no entanto, é ele quem descobre um segredo. Enquanto tirava uma soneca, o Coelho da Páscoa de verdade coloriu e escondeu todos os ovinhos... nas últimas páginas do livro. Cabe ao leitor encontrá-los no meio da floresta. E esta é somente uma das surpresas de John A. Rowe.

Além dos ovos, o autor revela ao final que há coelhos camuflados em todas as ilustrações, nos lugares mais inusitados. Aí, é preciso voltar ao começo da história e observar com muita atenção. Até as roupas no varal podem servir de esconderijo:



Assim, O segredo do Coelho, escrito em 2009, revela-se uma obra infinita, que se renova a cada leitura, para além de qualquer data comemorativa. Como afirma Cristiane Rogerio, editora da revista Crescer, no texto de quarta capa: "Quando pensar que já viu tudo, ainda encontrará uma nova surpresa".

Isso porque os desenhos de Rowe trazem uma impressionante gama de detalhes, misto entre figuração e fantasia, além de personagens bem peculiares - o Macaquinho de orelhas enormes, o Bebê Corvo com cerejas na cabeça e o porco-espinho Elvis, que usa fraldas, entre outros.

Aliás, quando se trata de um autor que gosta de brincar e interagir com seus leitores, não é de se estranhar que todos os personagens que aparecem neste livro são algumas de suas mais famosas criações. Uma ótima forma de introduzir aos leitores brasileiros um nome que, em menos de vinte anos, já fez história na literatura infantojuvenil.

LEIA TAMBÉM
Quando vem a lua Antonio Ventura / Elena Odriozola (2009)

SOBRE O AUTOR
John A. Rowe nasceu em Surrey, na Inglaterra, em 1949. Começou a desenhar na infância, assim que empunhou seus primeiros lápis. Sagaz, usava essa habilidade para se livrar das surras dos valentões da escola: fazia para eles os desenhos solicitados nas lições de casa. Estudou arte em Londres e em Viena. Em 1988, Rowe pintou uma série de telas inspirada em uma história do autor inglês Rudyard Kipling, The Sing-Song of Old Man Kangaroo, de 1902, publicada em seu livro mais famoso, Just So Stories. Daí surgiu a ideia de transformar o trabalho em um livro infantil. Três anos depois, seria lançada sua primeira obra, homônima à de Kipling. Rowe não parou mais de escrever e ilustrar. Recebeu muitos prêmios, entre eles o Grand Prix da Bienal de Bratislava (1995). O segredo do Coelho (2009) é seu primeiro livro publicado no Brasil. A editora também publicará uma edição da clássica história As roupas novas do imperador, de Hans Christian Andersen, com ilustrações de Rowe.

SOBRE O TRADUTOR
Alípio Correia de Franca Neto nasceu em São Paulo (SP), em 1966. É poeta, escritor, tradutor e doutorando em teoria literária e literatura comparada da Universidade de São Paulo (USP?). Dentre as traduções destacam-se A balada do velho marinheiro (Ateliê Editorial, Prêmio Jabuti 2006), de S.T. Coleridge, Exilados (Iluminuras, 2003), Pomas, um tostão cada (Iluminuras, Prêmio Jabuti 2002) e Música de câmara (Iluminuras, 1998), todos de James Joyce. No campo da literatura infantil, traduziu, para a Cosac Naify, Quem quer este rinoceronte? (2007) e Fuja do Garabuja (2009), de Shel Silverstein, Pequeno 1 (2007) e Eu sei um montão de coisas (2010), de Paul Rand, O livro inclinado (2008), de Peter Newell, O livro da Nina para guardar pequenas coisas (2010), de Keith Haring, e Marco, o barco (2010), de Ted Hughes.

COSAC NAIFY | ASSESSORIA DE IMPRENSA

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