Sala de Imprensa

14/06/2012
QUEM TEM MEDO DA NOITE?

Assessoria de Imprensa


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João Perassolo
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Consagrada por abordar temas polêmicos e pouco comuns na literatura infantil, Kitty Crowther apresenta em Cric crec pi ploft! um assunto familiar a muitos pais (e filhos): o medo das crianças na hora de dormir. Ao abordar o tema de uma maneira muito original – sem subestimar os temores infantis, ela mostra que nem sempre os ruídos noturnos são fruto da imaginação e prova, ainda, que não são só os pequenos que se intimidam diante do desconhecido.
 
Quando cai a noite, Jerônimo sente medo. E tudo é motivo para adiar a hora de dormir: um beijinho, uma história, outro beijinho, um abraço. Quando se vê sozinho e o Cric, crec, pi, ploft! começa a soar debaixo da cama, a saída é correr para o quarto dos pais. Mas, em algum momento, ele precisará enfrentar seus medos. E nada melhor do que fazê-lo na companhia do pai. Quando o papai sapo vai dormir na cama do filho, também ouve o ruído amedrontador. Assim, juntos, eles vão se encher de coragem e encarar seus temores, em busca da origem do barulho. Curioso é descobrir que o ruído existe de verdade, e não apenas na imaginação de Jerônimo – e do pai.  
 
O traço simples e despretensioso da autora nos aproxima de imediato de Jerônimo e seu conflito, nos fazendo solidários a ele. É divertido procurar detalhes curiosos escondidos nas ilustrações: nos quadros pendurados na parede, há retratos de flores do pântano e insetos; os monstros que povoam a imaginação de Jerônimo são, claro, esqueletos gigantes... em forma de sapo!; e, como não poderia deixar de ser, uma água rasa cobre todo o chão. E há até espaço para uma singela homenagem a um dos mais celebrados autores infantojuvenis da atualidade: o pai sapo lê para o filho um livro de Wolf Erlbruch – a quem, com frequência, Kitty Crowther é comparada.
 
Uma história doce sobre as relações entre pais e filhos e a segurança que a figura paterna representa para os pequenos. Como afirma Kiko Goifman, no texto de quarta-capa: “O medo mora na noite e todos já tiveram o seu Cric crec pi ploft. Você também, não duvide. (...) É um tema tão universal como o amor de pai e filho que a gente mergulha, juntinho com as palavras e desenhos. Simples assim. Se você tem um filho, leia com ele. Se tem um pai, faça o mesmo”.
 
Da mesma autora, os leitores brasileiros já conhecem Meu amigo Jim (Cosac Naify, 2007), sobre homossexualidade, que já vendeu mais de 8 mil exemplares, e Meu reino (Cosac Naify, 2011), no qual cria uma bonita metáfora para falar sobre as relações familiares, os conflitos entre os pais e os efeitos dessas brigas sobre os filhos. As láureas vieram para confirmar o sucesso: duas indicações ao prêmio Hans Christian Andersen, em 2004 e 2010, e o Astrid Lindgren Memorial Award, em 2010. 
 
LEIA TAMBÉM
Meu amigo Jim (2007) Kitty Crowther
Meu reino (2011) Kitty Crowther
Papai! (2008) Philippe Corentin
 
SOBRE A AUTORA
Kitty Crowther nasceu em 1970, em Bruxelas, na Bélgica, onde mora atualmente com seu marido, Maximilien, e dois filhos, Théodore e Elias. A autora tem mais de vinte títulos lançados e muitos prêmios. Das obras mais importantes: La Visite de la petite mort (A visita da pequena morte, 2004), La Grande Ourse (A grande ursa, de Carl Norac, 1999) e o livro-imagem Va faire un tour (Vá passear, 1995). Seu livro Annie du lac será publicado pela Cosac Naify no futuro próximo.
 
SOBRE A TRADUTORA
Flávia Varella nasceu em 1965, na cidade de São Paulo. Trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e na revista Veja. Atualmente, é editora do programa Fantástico, da TV Globo. Para a Cosac Naify, também traduziu Meu amigo Jim (2007) e Meu reino (2011), Trolls, os fura-dentes (2008), de Nina Blychert, Lisa no avião (2010) e Gaspar e Lisa no cinema (2010), ambos de Anne Gutman e Georg Hallensleben.

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